A Disciplina de Medicina de Urgência e Medicina Baseada em Evidências tem participação longitudinal na formação dos estudantes de medicina da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, com atividades distribuídas ao longo de diferentes etapas do curso.
No primeiro ano, a disciplina participa da unidade curricular de Iniciação à Pesquisa Clínica e à Medicina Baseada em Evidências, contribuindo para a introdução dos estudantes ao raciocínio científico, à leitura crítica da literatura, aos desenhos de estudo e aos fundamentos da prática médica orientada por evidências. Também atua na unidade curricular Princípios de Atendimento à Emergência 1, promovendo o contato precoce dos alunos com conceitos fundamentais do reconhecimento e da abordagem inicial de situações agudas.
No terceiro ano, a disciplina é responsável pela unidade curricular de Medicina Baseada em Evidências, voltada ao desenvolvimento de competências essenciais para a prática médica crítica, ética e cientificamente fundamentada. Os estudantes são treinados na formulação de perguntas clínicas, busca estruturada de evidências, interpretação de estudos, análise da validade dos resultados e avaliação da aplicabilidade clínica das informações científicas.
No quarto ano, a disciplina participa da unidade curricular de Medicina de Emergência Baseada em Evidências, integrando os princípios da assistência em situações agudas aos fundamentos da avaliação crítica da literatura. Essa etapa permite ao estudante compreender como as evidências científicas podem orientar decisões clínicas em contextos marcados por urgência, incerteza e necessidade de priorização.
No quinto ano, a participação no Centro Alfa, unidade curricular de atenção integral à saúde do adulto, amplia a inserção da disciplina na formação clínica dos estudantes, reforçando a integração entre cuidado agudo, atenção ao adulto, raciocínio clínico e integralidade da assistência.
No sexto ano, a disciplina participa do internato médico em Medicina de Emergência, especialmente em cenários de emergências clínicas. Essa atividade ocorre em ambiente assistencial real, com supervisão docente, ensino à beira-leito, discussão de casos, apoio à tomada de decisão e avaliação de competências clínicas em situações de maior complexidade.
Dessa forma, a disciplina contribui para uma formação médica progressiva, integrando ciência, cuidado, raciocínio clínico e responsabilidade assistencial.